segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A SERPENTE DA VIDA.




Desejo impudente,
Veneno entre meus dedos,
Chamas ardentes
Sítio dos meus medos.

Neste bosque mora minha alma
Entre musgos e flores,
Folhas que cobrem o caminho,
Dos meus passos apressados.

Meu desejo é tudo,
Latência da vida que me acossa,
Que me faz seguir adiante
Atrás de sonhos e paixões,
Em busca do outro
Que sempre se vai,
Que sempre volta,
Que sempre quer,
Que me desdenha,
Que me adora.

O veneno destila, não mata,
Veneno da paixão,
Veneno que une os seres,
Serpente da vida,
Peçonha da concepção,
Do início da luz,
Dos olhos que se abrem
Saídos do útero da mulher.

Tudo é desejo,
Tudo é paixão,
Busca desenfreada
Pelo prazer, pela vida,
Sem pecado, sem pudor.

É o que somos:
Homem, mulher,
A serpente que entra
E brota do útero da fêmea.



Texto de Pedro Paulo de Oliveira.
Todos os direitos reservados.
Reprodução permitida, desde que citada a autoria.

Imagem: Google.




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