sábado, 2 de novembro de 2013

DEPOIS, A CASA.





Ato, desato, vivo,
escrevo a ata,
atos em lírios
nos meus olhos,
puros delírios
no côncavo convexo
da minha mão,
do meu plexo,
cansaço do sexo,
momento sem nexo.

Brilho dos bugalhos,
ponte estreita,
travessia de retalhos,
olhos à espreita,
os lírios abertos
escondem desejos
dantes cobertos
por nuvens e lampejos.

Depois da ponte
tem a casa aberta
onde jorra a fonte
da vida incerta.

Atravessar o rio,
para trás a solidão,
noite e frio,
a densa serração,
a casa espera,
lume...
vida... Você está lá...
foi-se a quimera...
Vida... Olhos que espreitam...
Você voltou...
O mundo mudou...

A vida não para,
mas tem a ponte,
o colo que ampara
tem a casa, o calor
tem a fonte...
Tem o amor.

Texto de Pedro Paulo de Oliveira.

Imagem: wallpapers
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