terça-feira, 4 de junho de 2013

DESEJO E VIDA


O que posso, o que não posso,
O que quero, o que não quero...
Tem um espinho que me fere
O espinho de uma rosa que não colhi,
Fere minha mão, entranha-se na minha carne.
Dói, é dor sangrando da vida que vai
É a angústia da vida que segue
Quando se quer parar,
Da vida que não me pertence.

E o ter já não é mais ter
Quando o tudo falta
Quando o orgulho se vai
Diante da ausência da alma.

Onde estão as pétalas deste espinho que fere?
Onde foi parara o caule que fez brotar a rosa?
Onde está a terra que germinou a vida?
Para onde foi o sorriso inocente?

O que me resta senão ajoelhar?
Sim, ajoelho-em e suplico ao céu por amor
E sei que o amor se esvai nos meus passos cansados
O amor é apenas e deveras o momento
O amor é o nascimento

Quem sou eu?
Talvez o próprio espinho que trespassa minha mão,
O desejo reprimido e amordaçado de vida,
O suspiro do infinito.

Pedro Paulo de Oliveira.
Direitos Autorais.



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