sábado, 22 de fevereiro de 2014

FILHOS DE MINAS GERAIS.

Quantos montes e morros desenhados!... 
Montanhas a perder de vista no céu azulado...
estradas tantas que levam aonde nascem os sonhos,
o canto choroso de um caipira, o lamento da sanfona,
o carinho da viola, o estalar da fogueira
no meio do mato... o som da cachoeira.

Igrejinhas escondidas no povoado,
capelinhas sobre os morros,
escolinhas abandonadas,
infâncias guardadas...

"Eu sou o Caipira, matuto de nascença, picador de fumo, pitador de cigarro de palha... Não conto os dias. Meu tempo é o acordar e o adormecer do sol. Sou mineiro, planto com a enxada, corto com o machado, debulho o milho com as mãos, ando descalço sobre a terra e uso chapéu de palha. Sou o Caipira... Sou filho do jeito de falar manso, de ouvir agachado e de olhar alongado".

A vida nunca vai, a vida não anda, a vida não acaba
entre as montanhas da minha Minas Gerais.

Texto de Pedro Paulo de Oliveira.
Todos os direitos reservados.

Imagem: quadroseretratoswordpress
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