sexta-feira, 6 de setembro de 2013

MUTAÇÃO





O mundo se transforma e se funde
Diante dos meus olhos
Que se abrem e se fecham,
Diante dos meus gestos
Que vão ficando pelo caminho,
Deixando marcas que desaparecerão
Até o tempo em que não serei sequer lembrança
Apenas poeira no espaço sideral.

Vejo tu, pedras,
Nem tu és eterna
Areia que a água leva,
Para o fundo do rio,
Para o fundo do mar.

E tu, ó bela criatura,
De formosura e encanto,
Que pensas ser para sempre
Seu sorriso sem pranto,
Logo encontrarás o vinco
No espelho do tempo.


Pois assim é que é o tempo.
Em mil anos nada mais, nem amores,
Apenas e apenas o esquecimento
Dos sonhos e das dores.



Texto de Pedro Paulo de Oliveira
Imagem: Google.

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