quinta-feira, 24 de julho de 2014

TU VENS, ANIMAL ARDENTE


Na noite sem luz
da alcova e do cheiro de cio
escuto teus passos
e tenho medo
de perder-te...

Perder-te para alguém
que nem sei quem
mas que que te tens
como um bem.

E tu vens
tira-me do ócio
vulto delineado
de curvas entorpecentes
com cheiro de mato
de animal ardente.

E suado, lambuzo-me
me queres
por um instante somente.

E não quero perder-te
tenho medo do tempo
que te leva para além
para outro alguém.

Poema de Pedro Paulo de Oliveira.

Imagem:  arge_large
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