domingo, 28 de setembro de 2014

O TURVO E O TEMPO (FRAGMENTOS)

... .Ela se sentiu como um bicho selvagem, exalando odor de desejo, bicho arredio, assustado, sem entender seus sentimentos e aceitando sua condição de fêmea submissa. A fêmea animal que sabe do seu poder, que vai ser desvirginada, sangrar e, mesmo assim, se deleita de prazer. Até seus pelos púbicos estavam eriçados e os bicos dos peitos saltavam  para fora esperando  pela boca do macho que se aproximava na escuridão, estalando a madeira do assoalho. Zamba estremeceu quando ouviu a respiração acelerada de Antônio. Seu coração palpitava na garganta engasgando-a e ela teve medo que ele saísse pela sua boca. Ficou de pé, engasgada, as nádegas redondas tremelejando, e sentiu um toque firme na cintura, duas mãos fortes agarrando-a e escorrendo na direção das nádegas, apertando-as com força e paixão. - "Meus Deus, vou morrer" - Pensou Zamba perdendo totalmente a respiração, afogada pelo beijo de Antônio e sentindo uma vontade louca de ser penetrada, rasgada, possuída...  

Trecho do Livro " O Turvo e o Tempo", de Pedro Paulo de Oliveira.
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