quarta-feira, 20 de maio de 2009

PEQUENOS ENSINAMENTOS DE AMOR.

“Um garoto olhava o céu de outono diante do mar e ao lado do seu pai. Estrelas, constelações, a Via Láctea: um emaranhado perfeito e extraordinário. Inesperadamente, uma estrela cadente formou um risco de luz no firmamento e o garoto, deslumbrado, olhou aquela cena, e depois que a luz daquela estrela se dissipou ele ainda estava pasmo e com o olhar fixo no cosmo. Após algum tempo ele se voltou para ao pai e indagou-lhe: “pai, porque aquela estrela deixou o seu lugar e desapareceu do céu. Seu pai, que era um sábio, olhou-o com carinho e respondeu-lhe, com um sorriso: “A estrela não desapareceu do céu, meu filho. Ela cumpriu seu papel no cosmo, mas ela não morreu, diluiu-se e espalhou-se em todas as direções para servir de fonte para novas vidas, novas estrelas. ”.

“O sol se pôs no horizonte, deixando atrás de si um rastro de luz e cor, como um quadro pintado por um artista único e divino. Era o dia que adormecia, descansava de irradiar luz. Mas o dia estava mesmo terminado? Não. O dia não termina jamais: ele está presente noutro lugar qualquer da terra. Assim, somos nós, viajantes: passamos, irradiamos luz aqui em tantos outros lugares e, num determinado tempo, parecemos adormecer e, contudo, estaremos noutra dimensão, criando novas vidas, iluminando novas plagas. ”

“Perguntaram ao sábio: “Mestre, a vida continua após a morte”? O sábio olhou as montanhas atrás de si, o céu que se abria imensamente azul e o mar que se descortinava à frente dele e dos discípulos, e respondeu: “Meus queridos, somos filhos da criação, de um único momento em que foi concebido o universo, e o amor nasceu para eternizar a vida. Assim, é pelo amor que seremos eternos. Amem e não morrerão, serão eternizados pelas obras do amor que distribuírem aos seus semelhantes, às montanhas, ao céu e a todas as águas da terra”.
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